CRÍTICA GASTRONÔMICA – PIZZARIA DO PEPI.
Quando você busca um restaurante para matar a sua fome ou para lhe proporcionar momentos agradáveis com amigos ao redor de uma mesa o mínimo que espera encontrar é um bom atendimento. Você até pode esperar boa comida. Mas, se analisarmos bem, isso é uma obrigação para quem se propõem a abrir um restaurante. Afinal de contas, de nada adianta uma refeição primorosa se o ambiente a sua volta é demoníaco, não é mesmo?
O mínimo de cordialidade, atenção, gentileza e a sapiência de que é o cliente o responsável por seu sucesso (e pelo seu salário) são os quesitos necessários para fazer de um restaurante, um bar, uma birosca ou mesmo uma barraquinha na calçada uma fonte de lucros e um ponto de peregrinação para uma legião de clientes fiéis.
Se você despreza isso, pode até ganhar um “dinheiro forte” com o seu negócio. Mas, tenha certeza de que isso se deve muito mais a sorte do que propriamente as qualidades dele. Bastará que a concorrência se estabeleça com bases mais elevadas para que você seja rapidamente levado à falência e apresentado a Rua da Amargura.
E, infelizmente, é exatamente isso que acontece na Pizzaria do Pepi. Situada entre a Vila da Penha e a Penha Circular – no Rio de Janeiro – a Pizzaria tem boas pizzas e oferece um serviço de entregas razoavelmente rápido. Entretanto o atendimento é sofrível e o cliente é verdadeiramente mal tratado pela esposa do proprietário (que parece imaginar ser dever do cliente comprar pizzas em sua loja). Segundo alguns clientes que entrevistei, ela simplesmente adora expulsar os clientes quando acha que tem coisa melhor para fazer do que atendê-los.
Com um grupo de amigos em casa, resolvi comprar várias pizzas para lancharmos e espantarmos a fome sem haver necessidade de preparar nada. Um dos meus amigos recomendou a tal Pizzaria do Pepi dizendo que as pizzas eram ótimas e o melhor de tudo seria poder comê-las sem ter que aturar a esposa do proprietário. Todos estranhamos o comentário, mas liguei e fiz um pedido superior a cem reais; no “processo” fui informado de que o pagamento com cartão de crédito não daria direito ao refrigerante que acompanha a pizza. Pechinchei que era a primeira vez que ligava e, diante do valor gasto, perguntei se não seria possível enviar um refrigerante de cortesia (ninguém estava a fim de sair na chuva). Solícito o atendente, que é filho do proprietário, riu ao telefone e disse que enviaria dois refrigerantes como cortesia e como forma de “agradecer a preferência”.
Pouco menos de uma hora depois, o motoqueiro chegou com as pizzas. Paguei o pedido e perguntei sobre os refrigerantes. Surpreso, ele pediu para telefonar a pizzaria – já que não constavam refrigerantes no pedido – liguei e uma senhora verdadeiramente azeda (a esposa do proprietário) atendeu sem cumprimentar. Tentei explicar o acontecido, mas ela assim que ouviu a palavra refrigerante foi logo dizendo que pagamento em cartão não “dava direito” a refrigerante.
A informei que sabia disso – aqui ela me interrompeu novamente repetindo como um robô a frase anterior – continuei explicando a situação e ela constantemente rebatia irritada e atropelava minhas palavras – sem permitir que eu concluísse a fala – até o momento em que perdi a paciência e disse irritado: “Se a senhora me deixar falar, vai entender o motivo da minha ligação”.
Visivelmente a contragosto ela se calou e me ouviu. Depois, me disse que quem havia atendido a ligação anterior fora seu filho e que ela não dava cortesias. Argumentei que estava com visitas e que ficaria sem refrigerantes para acompanhar as pizzas. A resposta dela veio rápida e antes que eu pudesse completar a frase, dizendo que compraria os malditos refrigerantes: “Não posso fazer nada”.
Diante disso, agradeci. Desliguei e levei meu dinheiro para outro lugar.
Quanto às pizzas; eram realmente boas. Mas, seu sabor foi completamente destruído pelo azedume e mau atendimento daquela mulher. Algo estranho e também digno de nota, em relação às pizzas, era que a pizza de camarão (vendida como especialidade da casa) só tinha um camarão colocado estrategicamente sobre cada campo que geraria uma fatia da pizza (recoberta por um “molho” até gostoso de camarão).
Sinceramente; gasto em média 300 a 350 reais por mês em pizzas aqui em casa (família grande e visitas sempre bem-vindas) e prefiro levar o meu dinheiro para onde sou bem tratado. Pois, nada é pior do que comer com raiva e ter o paladar estragado por alguém de maus bofes e que prefere perder um cliente a abrir mão de cinco reais.
Com a palavra o pessoal da Pizzaria do Pepi.











Posted
on
Saturday, March 31st, 2012 at 7:32 pm under




Ola amigo concordo plenamente o nosso dinheiro tem que ir aonde merece,aqui perto de onde moro tinha uma pessoa que administrava um deposito deste jeito e o destino voce já sabe…fechou…nao precisamos ser tratado como REIS mas educação e bom e gostamos…valeu..fuiiiiiiii
March 31st, 2012 at 8:56 pmÉ a mais pura verdade Moreijo.
É preciso entender que o cliente é o verdadeiro patrão em qualquer negócio. Sem ele nenhuma empresa tem razão de ser.
Um abraço.
Arthurius Maximus – Editor -
March 31st, 2012 at 8:57 pmArthurius Maximus recently posted..CRÍTICA GASTRONÔMICA – PIZZARIA DO PEPI.
Vim atraída pela imagem da pizza, mas vi que a coisa não tá muito boa não. Assim não há pizza boa que amenize uma situação dessas.
Beijos!
Iza
March 31st, 2012 at 10:31 pmDhona recently posted..Como Acompanho Blogs